
Se você não aguenta palavrões ou pintinhos de fora nos desenhos, não prossiga.
Estava eu, ontem, no Applebee's, um restaulanche desses que chamam de casual dinner ou coisa assim. Quaso todos no recinto estavam assistindo ao primeiro jogo das finais do Campeonato Paulista e os corinthianos, como sempre, muito refinados, estavam fazendo muito barulho.
Sou um grande admirador do Ronaldo Fenômeno e torco por ele. Mas impossível torcer pela equipe da qual ele faz parte. É uma contradição louca na minha cabeça torcer pelo sucesso do Redondinho, que é um profissional da bola genial, e não querer que o Coringão ganhe de jeito nenhum.
Logo após o Ronaldo fazer o seu segundo gol, que por sinal foi espetacular, um pai de família corinthiano, acompanhado de sua esposa, dois filhos e uma filha, se levantou e começou a gritar:
"Chupa santista, chupa."
E os filhos dele começaram a gritar também:
"Chupa, chupa, chupa."
O time Santos era o adversário em questão.
Aquele pai me lembrou o César, pai do Pitboy Zeca, da novela Caminho das Índias, personagem interpretado pelo ator Antonio Caloni.
O que aquele pai queria ensinar aos filhos? Que receber boquete de santistas é legal? Será que ele ficaria orgulhoso se algum dos seus filhos levasse um santista para o banheiro do estabelecimento e recebesse uma chupeta de algum torcedor do time adversário?
Nada contra o homossexualismo em questão, mas, da mesma forma que não é educado gritar "Quero comer o cu de fulano, de beltrano" também não é educado expor em locais públicos "Quero comer aquele bocetão". Conclusão, era um pai escrotão.
Aí a
Dani comentou comigo: "Achei que só pobre torcesse pro Corinthians". E eu respondi: "Não... tem muito rico que torce... mas nenhum é refinado."