sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Daqui a poucas horas viramos mais um ano aqui no Brasil. 2010 vira 2011. Na Austrália e Nova Zelândia, a virada já aconteceu. Aqui ainda não. Mas o que vem a ser 2011 no calendário? Aparentemente nada especial. Não é virada do século, milênio, ou década. Não é o ano do fim do mundo. É apenas mais um ano. Apenas mais um mês, um dia, uma hora, um minuto, um milésimo de segundo que vira. E seguimos em frente buscando melhorar. É uma virada tão importante quando as viradas de tempo que estão ocorrendo no momento em que escrevo este post. Cada momento é um reveillon. Ou deveria ser. Então façamos... se conseguirmos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Meta a linguagem...

Assistindo à novela Ti Ti Ti, percebi que estão ousando bastante no emprego da metalinguagem nas narrativas da teledramaturgia, antes dominada completamente por uma estética realista. No remake, a personagem de Murilo Benício já citou o trabalho do ator em o Clone, além de satirizar dizendo que protagonizaria o primeiro beijo gay da Televisão quando tentou atacar seu colega. Melhor ainda quando a personagem de Claudia Raia perguntou a uma noiva se o marido era gay, dizendo que casamento só da certo quando o marido é. Coincidência? São apenas alguns poucos dentre tantos exemplos que minha mente maliciosa pôde encontrar. Não vou ficar explicitando o que está nas entrelinhas, mas apenas deixo esta propaganda atual para que os leitores do meu blog tirem suas próprias conclusões.



E mais uma vez faço um merchandising aqui das Havaianas. Daqui a pouco vou querer que eles me paguem uma graninha pelo espaço. De qualquer forma, não utilizo este produto.

Memórias crônicas.


Está tendo início a madrugada do dia 28 de dezembro. Foi na noite do dia 27 do ano passado que chegou meu videogame pelo correio. Eu montei e provavelmente a essa hora eu estava jogando um produto que já era meu sonho de consumo há algum tempo. Mas eu jogava triste. Aquela tecnologia não era suficiente para suprir a minha dor.

Milú, a minha cachorra, já não andava mais. A levaríamos ao veterinário na manhã seguinte do dia 28, este mesmo de agora, um ano atrás. Foi a última noite que ela passou aqui em casa. Era um doloroso momento de transição. Um período pesado e penoso. Na manhã seguinte, o veterinário sugeriu a eutanásia e não contestamos. Me senti mal por não poder dar uma opção melhor para aquela de quem ajudei a cuidar por quase 15 anos. O máximo que fiz foi ficar ali até que ela partisse, como que segurando sua mão. Senti seu coração batendo forte quando ela percebeu o que estava se passando, e o batimento acelerado continuou durante a aplicação dos medicamentos. Quando a pulsação parou, seus lábios e as almofadinhas de suas patas, que antes eram rosadas, tomaram um tom roxo. Ela já não estava mais ali naquele corpo e imaginei que pudesse estar pairando no ar, ou me perguntando o porquê daquilo tudo, ou me agradecendo pelo alívio da dor.

Já faz um ano. Um ano que troquei os passeios com a Milú pelo videogame. Achei que a partida dela iria mudar a minha rotina, mas agora sei que ela não me prendia, pois nada mudou. Não ter a responsabilidade de cuidar dela não me direcionou para nenhum caminho diferente que eu imaginei que pudesse ter levado.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise Discográfica

Atualmente estou levando 4 CDs no meu carro. Sim, da mesma forma em que relutei para me desfazer do meu toca-fitas, resisto em abandonar meu CD Player e escutar MP3 no carro. Então, vamos a análise das 4 obras que tenho escutado.

Pearl Jam - Binaural


O sexto álbum de estúdio da banda é definitivamente o pior que eu já ouvi... desta banda Não se salva uma só música, inclusive a de trabalho Nothing As It Seems. Mesmo os caras sendo dinossauros do Rock e tocando muito bem, a pegada do álbum parece a de um CD demo de uma banda de hard rock iniciante. Todas as músicas parecem praticamente iguais.

Red Hot Chili Peppers - Greatest Hits


É a minha banda preferida e sempre desejei que eles fizessem um Greatest Hits. Entretanto, como bom fã que sou, acredito que eu teria feito uma melhor seleção das músicas. Eu não incluiria chatices como Universally Speaking ou músicas fracas como Road Trippin. Para representar o álbum One Hot Minute eu trocaria My Friends por Aeroplane. Representaria melhor também o antológico álbum Mother's Milk, além dos 3 primeiros discos que foram completamente esquecidos por essa compilação.

Alanis Morissette - Jagged Little Pill


Esse álbum é simplesmente espetacular. É uma daquelas obras que dá pra ouvir de cabo a rabo sem passar por nenhuma música ruim. Depois desse álbum, Alanis nunca mais conseguiu atingir tamanha excelência. Pelo contrário, decaiu vertiginosamente. Destaque para a ótima Hand in My Pocket, que foi composta de última hora e se tornou um dos maiores hits do álbum, e You Oughta Know, que conta com o baixo de Flea e a guitarra de Dave Navarro, que na época também era do Red Hot Chili Peppers.

Pink Floyd - Dark Side of the Moon


Este é um dos álbuns mais maravilhosos de todos os tempos. Uma obra completa, a começar pela capa, que se tornou uma das mais clássicas. Com simplicidade diz muita coisa. O disco pode ser ouvido de várias formas. Separadamente, possui ótimas faixas. Na íntegra, é uma viagem, uma história, uma experiência para ser vivida. O baixo de Roger Waters é o melhor feijão com arroz que existe. Ninguém segue o bumbo como ele. A guitarra e o teclado (ou seja lá o que for aquilo) dão o tom psicodélico. E a bateria... bom, não dá nem pra saber quando é bateria, quando é teclado, quando é sintetizador... fica tudo um mix de sensações. Não bastasse a qualidade da obra por si só, ainda é possível escutá-la sincronizada ao filme O mágico de Oz, porque as músicas se encaixam perfeitamente no enredo, ora como trilha sonora, ora como sonoplastia. Sensacional.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Presente de Natal


Ainda estamos no dia 25 e esta pintura em acrílica é o presente de Natal que dei para o meu avô. O rejuvenesci em uns 20 ou 30 anos. Ficou parecendo o ex-predidente Jânio Quadros. E você? Já pensou em fazer o próprio presente?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Inferno Astral e Véspera de Natal

Chegou um momento muito esperado por muitos durante o ano. Pra mim, fim do ano é sempre uma bagunça, talvez porque seja o meu inferno astral. Neste ano, acredito que esse vilão astrológico tenha tentado me acertar, mas eu me defendi, me esquivei ou absorvi o impacto. Este período foi e está sendo muito mais tranquilo do que o do ano passado. Tranquilidade. Hoje em dia o tempo passa rápido. Quando eu era criança, esperava ansiosamente os ponteiros do relógio atingirem a meia-noite para que pudéssemos abrir os presentes. Antigamente meus vinte e quatros de dezembro demoravam uma semana, um mês, um ano. Agora chega voando. E tão rápido que mal dá tempo de comprar os presentes. E o inferno astral não ajuda. Nunca ajudou. Mas acredito que meu preparo fisíco anda melhor do que o dele. Será que isso é por conta da troca do meu Sol para o meu Ascendente?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Preá pra que?


Marasmo no trabalho. É quase véspera de Natal e nos fazem vir até aqui pra ficar morgando um pouco, pois nada se tem para fazer. Então resolvo cair de cabeça naquele clichê do ócio criativo. Tento expressar como me sinto e desenho um preá... ou algum roedor do tipo. Quiçá um porquinho-da-índia... mas não é tudo a mesma coisa? Só sei que sempre quis ter um desses, mas meu pai não me comprou porque um desses quase arrancou o dedo de um cara no Pet Shop quando eu era criança... ou será que foi um hamster, que fica correndo naquela roda sem sair do lugar? Ou uma cobaia... ou um camundongo? Tanto faz.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Hoje é dia de vender o corpo

Hoje vou fazer a gravação de um comercial de uma empresa cujo nome não vou citar no momento, mas da qual eu reclamo ou já reclamei bastante por conta de seus serviços de qualidade duvidosa e péssimo atendimento, mas que sem ela eu não estaria publicando este post neste momento. Mas tudo bem, vai me dar uma graninha, ? Então eu me prostituo. A foto acima foi de um teste que eu fiz e não passei. Era pro comercial abaixo. Da Chevrolet, que apesar de ser um braço de execução do imperialismo americano do mal, fabrica produtos de qualidade.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Delete

Uma das lembranças dos tempos de FHC são os apagões. Nas últimas semanas, sofri com algumas quedas de energia que me deixaram na Idade da Pedra. Sem televisão, videogame, sem conexão com o mundo... fico sem saber o que fazer. Mesmo o meu violão... como vou tocá-lo sem olhar cifras na internet? Conclusão: eu, como primata, homo erectus, neanderthal ou chimpanzé, sou um completo inútil.

E ontem a energia caiu duas vezes aqui no trabalho. A primeira de manhãzinha e a segunda no final da tarde. E aconteceu que na segunda queda perdi tudo o que tinha feito após o almoço. Não, eu não estava usando aquela porcaria do Microsoft Word que salva os arquivos automaticamente de tantos em tantos minutos... estava utilizando Adobe Photoshop para desenhar. Não perdi uma tabela ou algo do tipo. Perdi um desenho. Uma obra de arte única, inigualável, irreproduzúvel e incompiável. E o pior é que tava ficando bom. Perdi. Pra sempre. Aos poucos começam a sumir da minha memória todos aqueles traços aos quais tanto me dediquei e que se perderam no espaço-tempo. É como se nunca houvessem existido. Mas eu refiz o desenho. Uma cópia quase fiel do anterior, mas não igual. É como se eu o tivesse clonado. Mas o original se foi... pra sempre. Eis o impostor. É uma representação de teia alimentar.



sábado, 11 de dezembro de 2010

Biênio


Segundo o Wikipedia (não confundam com o polêmico e atual WikiLeaks) um biênio é uma medida de tempo equivalente a dois anos, ou aproximadamente 730 dias. O meu blog, no atual formato está fazendo esse aniversário hoje. Sim, no dia 11 de dezembro de 2008, devido a problemas técnicos com o Pseudo-Arte migrei o local onde coloco minhas idéias insanas para cá, o Pseudo-Artes. O blog antigo começou em 2003, mas acho que foi em janeiro. Mas enfim, vamos soprar as duas velinhas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Despertar...


Adolescente é um bicho estranho. Perde o prazer nos prazeres lúdicos da infância e passa a se interessar por outros prazeres. Passa a odiar um monte de coisas . Atingi a minha maioridade bastante intolerante, odiando o futebol e o carnaval. Pra mim só o Rock and Roll interessava. Com a minha cabecinha de burguês comunista, ora consolidava a minha revolta contra o sistema, ora assumia meu papel de acomodado. Metamorfoses fulgazes. E eu odiava carros, mesmo querendo um para me locomover e quem sabe conquistar algumas garotas, já que isso também me interessava. E tal qual passei a odiar o futebol que outrora me trouxera tantas alegrias, eu simplesmente abominava o automobilismo. Odiava pessoas que gostavam de carros, que conversavam sobre carros e que compensavam sua pequenez peniana com carros grandes, potentes e velozes. Eu odiava.

Certo dia, de madrugada... ou melhor... certa noite, de madrugada, estou eu lá, nove anos após atingir a maioridade, ocioso na internet com a televisão ligada a meu lado, quando começa os treinos de classificação para o Grande Prêmio da Austrália de 2009. Lembro de ter escutado que essa seria uma temporada em que Rubinho Barrichelo estava com um carro bom e competitivo. Começo a assistir o treino e a achar tudo aquilo muito interessante. Eu estava entendendo como funcionava a dinâmica. Na madrugada seguinte, assisto à corrida. Acompanho toda a temporada e nesse mesmo ano descubro o kartismo. Foi correr apenas uma vez para me apaixonar. Atualmente corro pelo menos uma vez por mês. Foi tudo tão de repente. Algo que eu detestava, que eu discriminava, se tornou parte integrante da minha rotina. Assim aconteceu o meu despertar para o automobilismo.

Há poucos anos, eu jamais me veria assistindo a todas as corridas da temporada, me informando sobre os carros e os pilotos e sofrendo por ver um canalha ganhar. Se bem, que eu nunca gostei do Felipe Massa... e continuo não gostando. Salve Simpatia. Algumas coisas não mudam.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Inimigo meu


Sempre fui fascinado por ficção científica e o desejo de saber se há vida inteligente fora da terra me empolgava. Mas eu tinha medo. Eu gostaria de saber da existência dos ETs, mas não queria necessariamente ver um, muito menos ser abduzido. Muitas pessoas já me relataram experiências interessantes a esse respeito, mas, da mesma forma que não sou médium e nunca vi assombração, nunca vi ET, disco voador ou mesmo sondas passeando por aí.

O fato é que nesta semana a NASA anunciou que anunciaria, redundantemente, uma revelação que possivelmente revolucionaria as informações sobre a possibilidade de vida fora da terra. Hoje, anunciou que descobriu uma bactéria em um lago lá da Califórnia, bactéria essa que possui arsênico em sua composição no lugar do fósforo. Para mim não diz muita coisa, mas para os biólogos é uma quebra de paradigma. Mas enfim, não é tão legal quanto o ET Bilú, o ET de Varginha, o Chupa Cabras ou qualquer outra coisa estranha que pode aparecer no meu quintal de madrugada querendo fazer contato.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O princípio do fim é a apenas um recomeço.


Calendário Asteca

"Dezembro
é o décimo segundo e último mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Dezembro deve o seu nome à palavra latina decem (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano, que começava em Março." Wikipedia

Iniciamos o mês de Dezembro. Mês tão esperado para alguns, tão temido para outros. No meu caso é um misto dos dois. É festas, aniversário, e no ano passado foi um período bravo. Hoje é dia 1º de Dezembro. Muita coisa já aconteceu neste dia, como a coroação de D. Pedro I em 1822. Hoje também é o dia mundial de combate a AIDS, essa doença tão chata que levou embora ídolos como Cazuza, Freddy Mercury, Renato Russo, Zacarias... é o mês do final. O mês que encerra um ciclo, pelo menos para nós que não seguimos esses outros calendários malucos que tem aí pelo mundo afora, como o chinês ou o judaico. Então, encerremos para recomeçar, pois hoje é o princípio do fim, que nada mais é do que um novo começo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Poder da Criação...



Assista a propaganda acima e tire suas próprias conclusões. Já tirou? Então deixe que eu expresse as minhas e quem sabe não pensamos a mesma coisa.

O Banco Bradesco, apelidado carinhosamente de Podresco por muitos clientes, acabou de lançar esse comercial televisivo. Como é de praxe, utilizou apelos emocionais e musiquinhas para nos fazer pensar que banco é uma coisa bacana e que tem a função de melhorar nossas vidas. Balela. Sabemos que os bancos estão aí para obter lucro. Mas enfim, isto pode ser deixado pra outra ocasião, pois o que mais me chamou a atenção desta vez foi a falta de criatividade dos publicitários e produtores da propaganda. Mas por que estou dizendo isso? Se você reparar, a partir dos 45 segundos do vídeo, os atores começam a fazer um sinal com os dedos que representa o logotipo do banco. Mas o que tem de errado nisso? Nada. Não teria nada de errado se o seu maior concorrente, o Banco Itaú, já não o tivesse antes. Conclusão: plágio descarado. Bradesco... que papelão, hein?

E pra quem duvidar, segue abaixo o vídeo de uma propaganda recente do Itaú. Preste atenção ao final. Eu poderia procurar por comerciais mais antigos do Itaú no Youtube, mas quem quiser que faça isso... mas acho que ninguém vai precisar fazer isso pra acreditar em mim, ? O plágio é evidente.


domingo, 28 de novembro de 2010

Torta de Limão ou Mousse de Chocolate?



Esta é uma das novas propagandas do Activia. É daqueles comerciais que mostram uma ceninha bem humorada em um café da manhã de família de classe média ou alta para apresentar um produto que eu adoro: torta de limão. Entretanto, não consigo desvincular a marca Activia do conceito de merda, afinal, eles vivem fazendo propaganda de "Yogurt para cagar". Deste modo, creio que não vou me tornar consumidor das tortas de limão, já que irei constantemente associar a marca ao cocô. Desculpe Patrícia Travassos, eu adorava você em Vamp, mas... não vou comprar torta de limão da Activia com medo que ela saia na forma de mousse de chocolate.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Patinador Cósmico


Esse é um personagem que inventei na minha adolescência, ou pré-adolescência. Era a época em que o patins bombava no Brasil, então inventei um patrulheiro patinador do espaço, tipo o lanterna verde e eu confesso que era meio plágio mesmo, porque tinha tropa e tudo. É, eu era bem nerd, aquilo que hoje chamam de geek. Fazia tempo que eu não desenhava esse personagem, não lembro o nome dele, acho que era o Ralph, o líder da tropa. Era jovem e tals, mas muito bom guerreiro, tipo um Lyon-o nos Thundercats. Então hoje resolvi redesenhá-lo usando a minha tablet e o Photoshop, já que tá rolando um concurso de personagens no site da revista Zupi. Resolvi desenterrar alguns personagens e criar novos. Este é o primeiro desenterrado da leva. O nome é brega, mas talvez fosse pior se eu colocasse Cosmic Roller. Apreciem... ou não.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Paul McCartney no Morumbi


O estádio do Morumbi em São Paulo recebeu ontem o último show da turnê brasileira do ex-beatle Paul McCartney. Choveu bastante e o trânsito ficou caótico na cidade. Hoje deve ter muita gente gripada ou ao menos resfriada por aí. Mas eu estive no show de domingo lá no estádio do São Paulo Futebol Clube.

O Morumbi esteve na mídia recentemente por perder a abertura da Copa do Mundo de 2014 para um estádio do Corinthians que ainda nem foi construído. Como sãopaulino de infância, eu gostaria que o Morumbi recebesse nem que fosse uns joguinhos, porque abertura é viadagem e pode ficar pro Maracanã, já que ele já vai receber a festa de encerramento. Mas eu acho o Morumbi péssimo pra eventos por conta da falta de infra estrutura em seu entorno, além de uma péssima acústica para eventos musicais. Poucos acessos, e muito trânsito fazendo com que as formigas e os automóveis mal consigam se mover do lado de fora na hora de entrar e sair, isso sem comentar aquela palhaçada de Pista VIP, que está cada vez maior, cada vez mais cara e agora com um muro que separa os convidados do patrocinador dos meros mortais. Palestina é aqui. O Muro de Berlim ainda vive. Em certo momento comentei revoltado que o Morumbi mereceu perder a Copa pro estádio do Corinthians que ainda nem existe e uns caras com cara de Mr. Bean se inconformaram com minha declaração. Argumentei e eles ironizaram assistir aos jogos na Zona Leste. Elas daqueles bobalhões que vão no show do Macca vestindo camisetas do Macca que compraram logo ali do lado de fora. Do jeito que falam, devem morar no Jardins. E já que tem tanto dinheiro, por que não pedem pro Pitangui mudar suas caras de Mr. Bean pra de Brad Pitt? Enfim, o show começou.

Sir Paul entrou com um blazer azul a la Roberto Carlos e começou a cantar. Um emaconhado ao meu lado começou a chorar. O bom foi que ele tocou bastante músicas da carreira solo, porque aí as pessoas não sabiam cantar e eu conseguia ouvir o som da banda maravilhosa do ex-beatle, apesar da acústica do estádio não ajudar. Depois ele tirou o blazer e pudemos ver seus suspensórios erguento sua calça santropeito. E foram duas horas e quarenta minutos de muita música. Repertório muito bacana como homenagens a seus ex colegas de banda falecidos, além de Linda. Teve até gente gritando "chupa Yoko". Só faltou tocar I saw her standing there, a primeira música do primeiro álbum dos Beatles.

Na hora de sair, os taxistas queriam cobrar 100 reais pra me levar logo ali. Eles é que vão praquele lugar. Depois consegui um mais em conta e paguei 20% do valor. É foda que quanto maior a grandeza do evento, maior o caos, maior o número de filhos da puta querendo tirar vantagem de você, que nada mais quer que vivenciar uma experiência. Então vivamos e deixemos esses canalhas morrem.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O império do bem?


Recentemente todo mundo ficou chocado com uma suposta falência do grande comunicador da televisão brasileira Silvio Santos. Disseram que ele estava devendo 2,5 bilhões de reais. Mesmo para o homem que de tão rico emprega o milionário Roberto Justus, é dinheiro pra dedéu. O fato é que sempre disseram que Silvio Santos sempre foi um ótimo pagador, nunca deixou seus funcionários sem salário e sempre pagou os impostos em dia. Daí que, segundo o Grupo Silvio Santos, esses 2,5 milhões foi um dinheiro que o patrão pegou emprestado para não deixar nenhum dos segurados do Banco Panamericano, um de seus holdings, uma instituição de seguros segundo ele, sem pagamento. E para obter esse empréstimo, o homem colocou dentre outras empresas, a Cosméticos Jequiti, o Baú da Felicidade e pasmem, o SBT como garantia de pagamento. Estaria Silvio Santos falido ao atingir seus 80 anos de idade? O que será do SBT? O que será do maior comunicador da história deste país? A venda da antiga TVS seria algo mais chocante que a renúncia do Fidel. A queda de SS seria a ascenção do anticristo? Ou o início da Era de Aquário? E qual a solução, amigos? Vamos assistir muito Chaves pro Senor Abravanel arrecadar fundos e continuar sendo um ótimo pagador.

domingo, 14 de novembro de 2010

Vitória limpíssima.


Vitória limpíssima de Vettel hoje na Fórmula 1. O piloto, que era favorito ao título antes da temporada começar, nesta última etapa era candidato improvável. Foi lá e levou, consagrando mais do que seu talento, mas a postura da Red Bull Racing em não fazer o jogo de equipes. Confesso que eu estava torcendo enlouquecidamente por seu companheiro de equipe Mark Webber, mas tudo bem. Só do Alonso não ter sido tri, já fico satisfeito.

sábado, 13 de novembro de 2010

Blog do Escroto

Taí um blog engraçado, ousado e escatológico que conseguiu sair daquela viadagem do politicamente correto e mostrou que o preconteito está em tratar determinados assuntos com muitos dedos ou pisando em ovos. Bom... pisar em ovos não foi a melhor analogia, pois ficou meio dúbia. Mas enfim... combinou com o nome do blog em questão e só espero que ninguém pise nos meus.

Segue aí o link: http://blogdoescroto.wordpress.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vitória limpa...


Não. Não estou me referindo a uma suposta falta de higiene da ex Spice Girl e atual Sra. Beckham. Tampouco quero protestar sobre a má qualidade dos serviços de saneamento da capital do Espírito Santo. Mas primeiro vou utilizar um tema extremamente saturado nos últimos meses para preparar a cama para o ponto onde quero chegar.

A campanha eleitoral tucana começou detonando. Os caras acusavam aqui, atacavam acolá. Agressividade à flor da pele. Dois pés no peito num dia, rondhouse kick no outro. E o PT demorou pra contra atacar e entrar no jogo sujo. Não sei qual teria sido o resultado das eleições presidenciais se a campanha petista não tivesse perdido a razão e respondido à agressividade com violência também. Legítima defesa? Bom, é fato que grosseria foi o principal fator para explicar a queda de Serra nas intenções de voto. Mas será que se o PT tivesso matido a postura digna de, em vez de atacar os podres do adversário, mostrar suas propostas de governo, teria Dilma ganho os pleitos? A vitória foi limpa? Não sei, mas a de Serra não seria.

Mas o assunto não é esse. Eu quero é falar de Fórmula 1, afinal, ontem foi o Grande Prêmio do Brasil, aqui em São Paulo, lá no bairro de Interlagos. Apesar dos brasileiros não estarem competitivos nesta temporada, o ano se configura como o mais inusitado do ano. Impossível dizer quem será campeão. Imprevisibilidade total que tornou 2010 o mais competitivo dos anos. Sim, até mais do que aquele 2008 que Nelsinho deu de cara com o muro e Felipe Massa perdeu o título para Louis Hamilton por apenas um ponto. Neste ano, voltou o fantasma do jogo de equipes. A Ferrari, escuderia mau caráter, deu ordens para Massa deixar Alonso passar. Massa cumpriu. Mas isso lá no meio da temporada. A Red Bull Racing, por outro lado, sempre disse que não faria jogo de equipes. Louvável, mas contestável, já que seu segundo piloto, Marl Webber, estava ganhando mais destaque do que o companheiro Vettel, queridinho da escuderia. É feio fazer jogo de equipe em início ou meio de temporada, como fez a Ferrari este ano e como costumava fazer na época de Rubinho e Schumacher. Mas é estupidez não fazer, do modo como a Red Bull está não fazendo já no final do campeonato. O fato de ontem em Interlagos a RBR não ter feito o jogo de equipes pode ter entregado o título de bandeja pro espanhol Fernando Alonso. Se o mimadinho for campeão terá sido uma vitória limpa? Se Webber ou Vettel ganhar sim, já que não houve jogo de equipes. Mas será que a Red Bull não teria dado preferência a Vettel, como não deu a Webber, se ele tivesse na frente do companheiro no campeonato? Bom, a posição digna da Red Bull, que a essa altura me parece burrice, no final das contas não passa de extremamente contestável, mas ainda burra. E eu? Fico aqui na torcida pela zebra australiana.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pequena Crônica do dia a dia.

Mais um dia de trabalho. As coisas começam a voltar ao normal. O tempo passa devagar, e redundantemente demora a passar. A tão sonhada hora do almoço chega e passa voando. O verão está chegando. O sol lá fora não me causa mais tanta depressão aqui na minha sala finlandesa. A impossibilidade de se fazer a sesta aliada à minha digestão faz com que meu corpo entre em contorção. Experimento a mais diversa e redundante diversidade de posições. Os olhos também viram. Viram de virar, e não de ver. Adormeço por detrás de hipnotizante tela de 23 polegadas do meu PC. E no momento que começo a sonhar, a porta se abre e acordo com o chefe na minha frente.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

As cores do Brasil

Tem político aí dizendo que as cores do Brasil são verde, amarelo, azul e branco. Nada mais conveniente que usar as cores da bandeira para forçosamente induzir o povo a acreditar em uma vitoriosa aliança verde-tucana. Mas o fato é que o Brasil tem outra cor. Brasil significa outra cor. O nome da nossa nação vem da árvore que tem cor de brasa. E qual a cor da brasa? Vermelha. Sim, então já que a campanha tucana utiliza um senso comum bobo em sua falta de argumentos, vamos nos aprofundar nesta técnica e fazer melhor, porque o Brasil é vermelho. E quem discorda, que dê uma olhada nessa fotinho de um pau-brasil ou vá estudar a origem das palavras.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Na madrugada...

De sábado pra domingo fiquei esperando para assistir ao GP de Fórmula 1 da Coréia. Tava passando Altas Horas com uma platéia diferente: apenas crianças. E o interessante é que a platéia infantil se mostrou muito mais inteligente, ousada e autêntica do que a platéia juvenil que normalmente ocupa as arquibancadas do cenário. Mas enfim, o ponto não é esse. Depois assisti Uma família da Pesada, que é simplesmente o melhor desenho animado da atualidade. Depois, já passando das 3 da manhã, achei que fosse começar a corrida. Mas a programação foi alterada e socaram um desenho do Pato Donald. Tudo bem, ele é ao menos o único personagem da Disney que presta. Mas aí logo que eu comecei a curtir o desenho, ele foi interrompido para dar início à corrida. A chuva era muita, então o início da prova foi sendo adiado, adiado e adiado. Depois, começou com o Safety Car, e lá ficou a "corrida" acontecendo com todo mundo fazendo filinha atrás do Safety Car. Aí eu apaguei. Acordei já de dia com o pódio. Sobre ele: Alonso, Hamilton e Massa. Que desgosto. E ainda detonei minha coluna dormindo no sofá.

P.S. O corretor ortográfico do blogger já está antenado com a nova ortografia, mas eu faço questão de demonstrar meu conservadorismo mantendo os acentos na Coréia e na platéia. Não acham uma boa idéia?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Propaganda inteligente




Na minha opinião, esse é um exemplo de propaganda inteligente. Não simplesmente pelo trocadilho, mas por abordar uma questão tão estagnada na sociedade relativa às vestimentas. O comercial inspira a reflexão. Usamos o modelo europeu em um país tropical. Somos obrigados a trabalhar com roupas de frio sob o sol escaldante. Por que é que não se criam roupas formais tropicais? Enfim... o que estraga é o Mateus Solano rindo igual bobo.

SWU - Woodstock for dummies


O evento chamado Woodstock, na minha opinião, é algo supervalorizado. Sim, eu curto muito Rock and Roll, Jimmy Hendrix, Janis Joplin e muitas das atrações do festival original que aconteceu no final da década de 1960. Mas não acho que tenha sido pra tanto. O evento original destrui a fazenda em que foi realizado, de forma que os lucros do evento não deram nem pra pagar a limpeza do terreno. Mas o evento se tornou uma lenda por conta do contexto e tals.

A partir daí começaram a repetir os Woodstocks revivals pelo mundo. A versão brasileira foi o SWU, ou Starts With You, um festival de música com pretensões ecológicas, mas que no final das contas só buscava o lucro. Tudo muito caro, desde ingressos até água e comida. Anunciaram muitas bandas bacanas, mas menos da metade delas confirmaram e no final das contas o festival contou com um monte de bandas muito meia bocas. Ainda bem que não fui.

Isso sem falar nessa viadagem de Pista Vip, que se criou nos últimos tempos. Além disso, todo aquele clima de Woodstock do SWU era uma mentira, pois tinha área de camping com lugar pra tomar banho, refeitório, etc. Só faltou manicure. Rock para bundão.

É claro que tiveram coisas boas, como o Rage Against The Machine... mas nada que me tirasse de casa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cabresto Millenium


No início da nossa República, inventaram um trem chamado Voto do Cabresto. No nosso primeiro engatinhar de democracia, os votos ainda não eram secretos, de forma que os coronéis do nosso Brasil podiam fazer com que os eleitores pobrezinhos votassem em seus candidatos. De quem? Dos coronéis. E como os coronéis obrigavam as pessoas a votar em quem eles quisessem? Eles os coronéis. Através da coerção através da violência. Hoje em dia, com o voto secreto, fica infinitamente mais difícil de se comprar votos, de obrigar os outros a votarem em alguém... enfim. Mas ainda há técnicas, já que é possível, por exemplo, contar o número de votos em determinado candidato em uma determinada seção eleitoral e, a partir daí verificar se determinada comunidade, a que vota naquela determinada seção, votou direitinho, e então poder represaliar-la.

Nas faculdades de humanas, alguns estudam o Poder Simbólico de Pierre Bourdieu, um sociólogo ou filósofo francês que leu Marx e desenvolveu algo bacana a partir dele. Ele dizia sobre uma forma de poder onde nem dominado e nem dominador tomavam consciência da relação de opressão. Uma forma de poder não violenta. Uma forma de poder não violenta?

Hoje em dia é muito fácil encontrar pelos meios de comunicação ou mesmo pelos botequins da vida o voto em determinados candidatos sendo desqualificado. Quem vota em fulano é burro. Quem vota em sicrano é ignorante. Quem vota em beltrano é mal caráter.

Uma democracia justa garante o direito de qualquer pessoa votar em qualquer candidato pelo motivo que quiser, ainda que seja a falta de motivo. Democracia é a liberdade sem violência, seja ela física, seja ela simbólica.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bonitinho, mas ordinário.


Sem dúvidas o Citröen C3 tem o design de carros mais bonito e inovador da atualidade. É fácil reconhecer suas formas arredondas, pois não há nada igual ao C3 nas ruas. Consegue ser tão único quanto o fusca. Diferente daquela coisa horrorosa chamada Kia Soul, o "carro design" que nem é belo e nem pioneiro, já que tem vários carrões quadrados no mesmo estilo. E o Citröen C3 tem vendido bastante. É difícil andar pelas ruas e não ver um passando, outro estacionado, Citröen aqui, C3 acolá. O problema é que diferentemente dos carros de olhos puxados, carros franceses quebram. E como não bastasse, suas peças custam os olhos da cara. Difícil ver um proprietário de carros de marca francesa satisfeito. É por isso que o consumidor deve ter cuidado. C3 é bonitinho, mas ordinário. E cuidado pra não bater na traseira de um, senão você também pagará caro pelo conserto.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um tapa na cara da democracia

O video acima mostra parte da campanha eleitoral de um artista do qual sou fã. Muitos protestam contra a candidatura de Tiririca. Não eu. Apoio. Acho que a democracia deve estar aberta a todos, não apenas a advogados, médicos e administradores da TFP, mas também a comediantes, atrizes pornô, etc. A debochada campanha de Tiririca é uma crítica ferrenha e refinada ao próprio sistema eleitoral. Mas alguns dizem que Tiririca não tem preparo para exercer a função de deputado federal. Por quê? Só por que ele não é advogado, médico, administrador? Mas e a carreira dele que ele administra há uns 15 anos desde que lançou o hit Florentina? Não é todo mundo que consegue se manter na mídia por tão longo período de tempo. No mínimo esse palhaço é um empreendedor de sucesso, tal qual qualquer outro tipo de empresário. Por que um cara capaz de gerir uma carreira artística tão bem sucedida não seria capaz de exercer a função de deputado? Daí as pessoas dizem que ele não tem experiência com política. Bom, se não elegermos gente sem experiência, não teremos a renovação do plantel. Pra tirar o Sarneys da vida de lá, temos que votar em caras novas. Da mesma forma, é ridículo empresas que pedem experiência para a contratação de estagiários. Bom, vou ficando por aqui com o bordão da campanha que na minha opinião é a melhor que já vi nos últimos tempos: Pior do que tá não fica. Vote Tiririca.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aniversário do Capitão Planeta


Hoje o Capitão Planeta comemora 20 anos de existência. No dia 15 de setembro de 1990 era transmitido pela primeira vez o desenho animado onde 5 jovens, juntando o poder de seus anéis, invocavam o Capitão Planeta. Meio gay, não? Mas simplesmente um clássico. No Brasil, a primeira transmissão foi em 1993 no Programa TV Colosso. Confesso que na época não me agradava muito, mas hoje reconheço que a obra apresenta muitos conceitos bacanas, a começar por uma mentalidade levemente a frente de seu tempo, mas não tão a frente para alcançar 2010. Destaque para os personagens de diversas etnias e para os mullets do Capitão Planeta.

Uma outra curiosidade é que hoje a escritora Agatha Christie faria 120 anos. Logo, Capitão Planeta nasceu no centenáio da escritora. Eu sei que essa é uma informação completamente inútil, mas tudo bem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desespero ou mau gosto?


A lastimável campanha do candidato tucano José Serra à presidência é a maior aliada a sua falta de carisma para explicar a sua vertiginosa queda nas pesquisas, que apontam uma intensa migração de intenção de votos à candidata Dilma, do PT. As propagandas demonstram uma falta de amor próprio, não sei se do partido como entidade ou do candidato, como figura pública e pessoa. Acho que como tudo. Em um jingle que não ficou muito tempo, era possível ouvir a frase "Dilma sem o Lula, nem de brincadeira". Isso demonstra que os tucanos, mesmo já tendo criticado tanto o barbudo, já o aceitam como um bom presidente, visto que não podem ir contra a imensa aprovação por parte da população, e então resolvem atacar Dilma, sua iminente sucessora. Aí caem em contradição. Em um novo jingle, dizem "Eu tenho pena de quem não percebeu que votar na Dilma é votar no Zé Dirceu". De maneira desrespeitosa, a propaganda tenta reconquistar a porcentagem de intenção de votos que José Serra perdeu pra Dilma chamando essas pessoas de burras e ainda demonstrando pena por isso. Existe um preconceito em achar que aqueles que votam no PT são burros. Da mesma forma, é normal achar que quem vota no PSDB é canalha. Afinal, democracia pra quê? Bom, isto é apenas uma breve análise de um ponto específico de um marketing eleitoral tosco. Até Marcelo Dourado, vencedor do último BBB, disse que não contrataria o marketeiro de José Serra nem para vender seu PlayStation 2. Vale lembrar que Luíz González é o marketeiro e Xico Graziano o coordenador da campanha. Parece que a parceria não funcionou, hein?

domingo, 5 de setembro de 2010

O estranho poder das vinhetas.

Não sei explicar o porquê, mas a chamada da nova novela das 6 da Rede Globo me dá agonia. A junção das músicas, a mais calminha e a mais rockzinha me dão quase uma náusea, quase como a que o personagem de Malcom MacDowell no filme Laranja Mecânica sentia ao ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven. Nâo sei porque isso acontece. Só sei que a vinheta me causa muito mal estar, de forma que a minha primeira impressão da novela já é péssima. Será que mais alguém sente isso?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sobre o dia de hoje (3 de setembro)


Hoje parece mais uma sexta feita como qualquer outra que antecede a um feriado, onde nem todos emendam. Mas há exatamente um ano era enterrado, em uma cerimônia que mais parecia um show, o corpo do astro Michael Jackson depois de mais de 2 meses que ele morreu. Neste dia aniversariava o cacique Juruna e faz aninhos tambémPaulo Maluf. Também é o dia que em 2001 morreu a atriz vietnamita que interpretava a Power Ranger amarela. E por fim, hoje é dia do biólogo, entre outras coisas. Biólogos são uma praga que infestam o local onde trabalho. Alguns até são bacanas, outros nem tanto. Mas... como tudo na vida, ? Todo dia é dia de algo ou alguém, seja bom ou mal, seja controverso ou unânime. Todo dia é dia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Matrix (ou O Vingador do Futuro)


As minhas férias na Bolívia e Peru pareceram uma viagem a uma realidade alternativa, um mundo paralelo onde tudo é diferente daquilo que conhecemos. Fui transportado de uma rotina cotidiana para uma aventura inusitada onde realizei feitos que provavelmente seriam impossíveis se eu estivesse me sentindo em casa. Estar fora te deixa alerta. Mas ao retornar, voltei a sentir a anestesia da minha casa, do meu carro que mais parecia um videogame onde passo a dirigir como se estivesse dopado com a percepção alterada. Qual será a realidade e qual será a ilusão? Retomo a rotina de chegar em casa e ser recebido por minha cachorra, mas ela já é falecida. Se fosse sonho ou ilusão, ela deveria estar lá. Ou será que os sonhos são tão cruéis quanto a realidade? O tempo que estive fora, as mudanças no ambiente que deixei pra trás chegaram ao nível de revoluções e agora tento embarcar neste trem em movimento pronto para descarrilhar. Se ocorrer um acidente com o trem virtual, morrerei de verdade?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diário de Mochila 10 - Capítulo Final


Curtimos o nosso domingo em Machu Picchu. De noite fomos comer uma pizza em Águas Calientes, a vila que fica aos pés de Machu Picchu e que configura o ponto turístico mais caro de todo o Peru. A pizza era horrenda e foi a gota d'água para passarmos mal. Diarréia, coco de cor diferente, mal estar. No dia seguinte pegamos o trem caro e desconfortável da PeruRail para voltar pra Cusco, mas ele só vai até a metade do caminho. Então tivemos que pagar um taxi. De Cusco compramos passagem para voltar ao Brasil. Saímos no dia seguinte, terça feira, mas a conexão em La Paz era só no outro dia. Então passamos mais um dia em La Paz, com a Dani passando muito mal. As únicas compras que conseguimos fazer foi a de remédios. Na quarta pegamos o voo para o Brasil e agora cá estamos. Cansados... por isso dormimos bastante e acordamos ao meio dia. E acho que é só por enquanto.

domingo, 22 de agosto de 2010

Diário de Mochila 9



Nos últimos 4 dias devo ter perdido muitos dos poucos quilos que tenho. No primeiro dia, descemos uma estrada na Cordilheira dos Andes de bicicleta até o pequeno vilarejo de Santa Maria. No segundo dia, andamos pelo menos umas 8 horas durante o dia por diversos tipos de trilha, desde passagens íngremes em desfiladeiros a 300 metros de altura a cansativas areias fofas. Chegamos em Santa Teresa e o terceiro dia foi muito semelhante ao anterior. Muito exaustivo. Hoje, subimos a Machu Picchu. Também foi um dia extremamente desgastante. Nao quero nunca mais na minha vida ver um degrau na minha frente. Idolatro o automóvel e o elevador. Mas era o objetivo da viagem. As ruínas de Machu Picchu. E a conquistamos... junto com centenas de outros turistas, gringos de todas as nacionalidades que infestam o santuário como formigas em cima do bolo.



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diário de Mochila 8


Fiquei tres dias sem postar porque a internet em Copacabana era o olho da cara, mas os últimos dias foram muito bons. Na segunda feira, partimos de manha para a Ilha do Sol, um lugar sagrado para os Incas. Fizemos a trilha que vai do lado norte até o lado sul da ilha. Sensacional. Conhecemos alguns brasileiros doidoes por lá, além de pessoas outros países, sem falar nos nativos Aimarás. Dormimos em um lugar com uma vista espetacular para o Lago Titicaca e a Cordilheira dos Andes. Acordamos cedo na terca para ver o sol nascer por detrás das montanhas geladas e voltamos a Copacabana. Antes de pegar o onibus para o Peru, conhecemos um grupo de Peruanos-argentinos doidoes que sao loucos pelo Brasil. Me fizeram tocar Raul Seixas no violao. Nos despedimos da Bolívia e passamos a noite em umaviagem congelante rumo a Cusco. Chegamos aqui hoje de manha e dormimos até mais tarde. Demos um role pela cidade, que é muito bonita, mas se tirarmos foto de alguma índia com uma lhama, ela nos obriga a pagar. Fechamos o pacote e amanha partiremos na Inka Jungle Trail rumo a Machu Picchu. Ah, e finalmente conseguimos assistir mais um capítulo das novelas globais aqui pela Globo Internacional, que parece nao receber uma parcela muito grande da verba da emissora.

domingo, 15 de agosto de 2010

Diário de mochila 7


Ontem a noite entrei na internet para verificar a minha fatura do cartao de crédito e percebi que na noite anterior as compras eu tinha pensado que o valor gasto em dolares fosse em reais. Ou seja, gastei pra caralho achando que estava gastando menos. Digamos que gastei quase o dobro do que pensei que estava gastando, afinal, é essa a diferenca entre o Real e o Dólar. mas tudo bem, aparentemente está tudo sobre controle pois tenho o cartao de crédito que funciona, apesar de que o da Dani já pifou. Também tenho uns reais que qualquer problema troco por moeda local. No último caso, recorro a papai e mamae.



Ainda com dinheiro, parti pra Copacabana, uma cidadezinha as margens do Lago Titicaca e que deu o nome a praia carioca. Aqui nao rola bossa nova, nem putas e travestis. A única semelhanca é o monte de gringos passeando. Comemos trucha, que na verdade acho que nao é truta, mas salmao. Andamos de pedalinho no lago e subimos o Morro do Calvário, que tem 300 metros de altura e é uma verdadeira via crucis, para ver o por do sol. Acho que por hoje é só, mas amanha tem Ilha do Sol.

sábado, 14 de agosto de 2010

Diário de mochila 6


Hoje foi um dia de compras em La Paz. Compramos muuuuuito e comemos um almoco tao apimentado que com certeza vai sair rasgando mais tarde. Acho que por enquanto é só isso mesmo. Gorrinhos, ponchos, vestidos, casacos, coisas de la de alpaca, artesanatos, tótens, capa pra violao e até mesmo um violao. Amanha vamos pra Copacabana... mas na Bolívia, nao no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Diário de Mochila 5


Ontem fizemos um programa radical aqui na Bolívia. Dani e eu descemos a estrada da morte de bike. Ela é considerada pelo Banco Mundial a rota mais perigosa do mundo, porque morre gente bagarai... sobrevivemos. As paisagens sao sensacionais. No trecho de asfalto, picos nevados e no trecho de terra, uma espécie de Serra do Mar, só que muito, mas muito maior. Outros turistas bobalhoes nos acompanharam. Dois belgas, o Tintim e o Van Damme, e um suico, o Milka. A Dani caiu duas vezes da bicicleta e ficou toda arrebentada, mas sobreviveu.

Hoje fomos conhecer as ruínas de Tihuanaco, ou Tiwanaco, ou... sei lá. Os Tihuanacos foram uma sociedade avancada que dominaram por aqui antes mesmo dos Incas, mas desapareceram misteriosamente devido ao contato amigável com os espanhóis.

P.S. O transito de La Paz é quase indiano. A quantidade de vans e o caos que elas causam me lembram da Sao Paulo antes de Marta Suplicy. Valeu, Martinha.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diário de Mochila 4


Após uma longa viagem de Cochabamba a La Paz, chegamos. Criancinhas barulhentas no onibus, indios sendo atochados no veículo durante todo o trajeto. Juro que minha dor de cabeca nao foi por causa da altitude. No trajeto assistimos a dois filmes: um do Bruce Willis e outro do Van Damme. Como já era muita tarde, pegamos um taxi e ficamos em um hotel indicado pelo taxista. Hotelzinho sem vergonha e nao era dos mais baratos. Dormimos mal e fomos para um hostal no dia seguinte. Já que é pra ser xexelento, pelo menos que seja mais barato. Hoje conhecemos praticamente todo o centro da cidade, desde a praca principal até o mercado de rua onde as cholitas (índias da Bolívia) vendem desde artesanato local até feto de lhamas. Conhecemos o Museu da Coca e além do chá, comemos um delicioso brownie de coca. Bom, chega de cidade porque amanha é dia de desser a rota da morte de bike... yuhuuu

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Diário de Mochila 3


Ontem chegamos em Cochabamba. Nosso primeiro passeio foi logo de manha. Resolvemos ir ao Cristo Redentor, digo... Cristo de la Concordia. A maior atraçao da cidade é o teleférico que sobe até a montanha onde fica o monumento. Mas, em plena segunda feira, numa cidade nao muito turística, o bondinho estava em manutençao. Fomos de taxi mesmo. A vista da cidade de Cochabamba é muito bonita lá de cima. Depois fomos a um museu de arqueologia para aprender mais sobre a história e os povos da regiao. Em seguida fomos a rodoviária para saber dos horários de onibus para La paz. Vi travestis bolivianos... pode? Até aqui? Vimos também muitas cholas, ou cholitas, aquelas tradiciais índias bolivianas que se vestem com roupinhas características. Mas o melhor veio depois, estávamos de boa na rodoviária e uns oficiais da imigraçao nos abordaram, pediram nossos documentos,passaportes (que nao temos), o papelzinho da imigraçao... aí ficaram falando que o carimbo tava errado... e tudo isso com cameras de televisao nos filmando. Depois vieram outros caras, pediram desculpas e foram embora. Ou fomos vítimas de alguma pegadinha, ou a televisao local estava fazendo aquelas reportagens investigativas ou de denúncia sobre os processos de imigraçao. o fato é que brasileiros tem livre circulaçao e até mesmo livre residencia na Bolivia. Entao, nada de nos mandar de volta pro Brasil. E aqui estamos ainda em Cochabamba, saindo pra La paz. Até lá...

domingo, 8 de agosto de 2010

Diario de Mochila 2


Hoje é domingo. Na noite de sexta saimos para conhecer um pouco da noite Crucenha. Fomos a um bar cubano ouvir música latina. Comemos paella cubana e a Dani tambem tomou 3 mojitos. Tiro e queda. Passou mal no dia seguinte e tivemos que ficar um dia além so esperado aqui em Santa Cruz de la Sierra. Ela passou o dia inteiro ontem no hospital. O engracado eh que mesmo o hospital sendo publico, a gente paga tudo. Tem que ir na farmacia pra comprar o soro, os medicamentos e todo o equipamento de aplicacao. Ai no hospital eles cobram o atendimento e a aplicacao. Po, Evo... que sistema de saude é esse? E o hospital caindo aos pedacos? Tem infiltracoes, muita sujeita, ferrugem, umidade. Parece ambulatorio de filme de guerra da epoca da primeira Guerra Mundial pra tras. Pessoas detonadas, gemendo. Conselho: tente nunca ficar doente na Bolivia. Agora... vamos decidir pra onde vamos hoje...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Diario de Mochila 1


Chegamos nesta madrugada na Bolivia e nao to me dando bem com o teclado daqui. Ja no aeroporto aqui de Sta Cruz de La Sierra conhecemos uma boy band de Cochabamba chamada Voltaje. Acho que o estilo musical deles é cumbia, ou algo do tipo. Eles fazem versoes latinas de Bruno e Marrone, Zeze Di Camargo e afins. Depois, chegamos na cidade e o dia inteiro rolou umas paradas militares-patriotico-sindicalistas, porque parece que hoje eh algum aniversario da Bolivia. Quem nao para pra escutar o hino, leva bronca. Fora isso, a cidade ainda nao apresentou mais nada de interessante. Acho que vou ver Ti Ti Ti enquanto ainda pega Globo que amanha zarpamos pra outra.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Auto-retrato de férias


Falta apenas alguns minutos pra eu sair de férias. Fiz um auto-retrato pra ficar aqui no meu lugar caso alguém precise de alguma coisa no trabalho. Provavelmente ele será muito mais eficiente do que eu... tchau tchau.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Más companhias


É incrível como más companhias influenciam mal. A ruindade contamina. Tem gente que ver carregada de uma energia tão ruim que saí contagiando tudo à volta, fazendo com que aconteça muita merda. É o caso de Fernando Alonso. Talentoso piloto, após ser bicampeão de Fórmula 1, foi para a McLaren, onde se desentendeu com seu companheiro de Escuderia Louis Hamilton. Acabou que a equipe fez umas merdas e foi desclassificada do mundial de construtores. Depois ele voltou pra Renault e lá fizeram o Nelsinho Piquet bater no muro pro Alonso vencer em Singapura. Agora finalmente na Ferrari, a equipe tomou uma atitude de mal caratismo para que o espanhol vencesse. Obrigou o companheiro Felipe Massa ceder a ultrapassagem, assim como já tinha acontecido em 2002 entre Schumacher e Rubinho. De fato, desde que Schummy se aposentou, o espanhol sempre leva o prêmio de canalha da Fórmula 1, mas o engraçado é que as escuderias que recebem esse prêmio variam... ano a ano... quem ganha é aquela pela qual corre Fernando Alonso. Seria uma maldição? Equipes que acolhem o bicampeão, se tornam mal caráter? Bom... se bem que a Ferrari já tem história neste quesito...